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  • Fernanda Braga

A pergunta mais importante que você lerá hoje: Como vai você?

Pense que é uma noite bem fria de inverno, você tomou um banho quente e foi para cama, no meio da madrugada acorda com frio e bate a indecisão se deve ou não se levantar para pegar mais uma coberta. Apesar de estar com frio, o sono e o comodismo da cama são maiores e você acaba resistindo, o sono vem com tudo e seu corpo que lute para se aquecer. É dessa forma que muitas pessoas encaram o sentir, há a consciência que existem determinadas insatisfações, mas frequentemente ocorre deficiência em formas de conduzir e transformar as vivências. Caso você conseguisse se levantar da cama para pegar o cobertor, gastaria um minuto e a necessidade seria atendida, mas, assim como as emoções, a barreira de perder o que já foi construído acaba sendo maior, mesmo que essa construção não esteja satisfatória.

Para além de um cumprimento, para além de mera formalidade ou pergunta por educação, como é que vai você? Como você está de verdade, na íntegra, no íntimo...? Na maior parte das vezes estamos tão acostumadas a responder que estamos bem, que em diversos momentos até nos esquecemos o que nos tem feito mal, o que poderia ser mais leve, ou o que deveria ter outro percurso, o que nos tornaria mais assertivas e menos sobrecarregadas. Caso eu lhe pergunte sua cor favorita, acredito que você saberia responder rapidamente, mas e se eu lhe perguntasse se você sabe nomear seus sentimentos, seria fácil responder? Em uma de suas músicas, Chico Buarque cita: “filha do medo, a raiva é mãe da covardia...”uma frase meio complexa que mostra que a raiva por exemplo se origina e se desloca para outros campos, nunca é só raiva, talvez seja uma mescla de sensações que nos conduz para algo maior, e comummente ocorre desconsiderações das sensações menores, e elas importam muito!

Com a rotina, excesso de informações e atividades às quais estamos expostos pode ser difícil encontrar formas de identificar os sentimentos e geralmente é a própria mistura de emoções que dificulta esse processo. Uma boa prática de apropriação, é a autoanálise, comece a perceber quando algum sentimento se destaca, seja ele bom ou ruim, passe a se perguntar o que aquilo te desperta, porque você gosta ou não de sentir o que chegou, e como pode manter ou abolir um comportamento do qual você é o protagonista.

Entender seus sentimentos, emoções, reações, seu modo de pensar, se portar, se comportar, são ingredientes essenciais para aprimorar as formas de conduzir sua educação emocional. E estamos aqui para reforçar que como qualquer tipo de educação, também há caminhos de aprendizado para esse desenvolvimento. Se empenhe em aprender sobre você e dessa forma encontrar seus melhores modos de funcionamento.

E caso precise de suporte nessa condução, a Paralelamente terá enorme satisfação em te ajudar a guiar nesse belo caminho.

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