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  • Fernanda Braga

Nutrição Emocional

Participamos da experiência de ser uma espécie que necessita do outro para sobreviver. Você sabia que um filhote de girafa começa a andar após uma hora de nascimento? E que os macaquinhos já nascem agarrados em suas mães? Agora pense em um bebê, esse mal consegue sustentar a própria cabeça durante as primeiras semanas, sua evolução ocorre de maneira lenta e requer muito cuidado e atenção. Se o alimento não chegar a essa criança, ela rapidamente ficará desnutrida e não poderá resistir por muito tempo, dessa forma podemos afirmar que seres humanos precisam da efetiva participação do outro para sobreviver. E quando crescemos e já conseguimos entender e dar conta de realizar nossas necessidades? Será que continuamos precisando do outro?

Bom, ao crescer, descobrimos uma série de coisas, dentre elas, a importância do autocuidado. Consegue se lembrar de quando seus pais ou cuidadores insistiam na importância de ações como: escovar os dentes, prestar atenção ao atravessar a rua, seu desempenho na escola, comer bons alimentos... Esses movimentos insistentes eram uma preparação indicando que em breve teríamos que realizar nossas tarefas sem ajuda, e esse momento sempre chega, consegue se lembrar da primeira vez que foi ao médico sozinho? Ou quando pegou ônibus sem a companhia dos cuidadores pela primeira vez? Para alguns um desafio, para outros uma aventura, para outros assustador, para outros liberdade. A experiência é muito particular, mas possivelmente todos passam pelo caminho de descobrir-se autônomos, tipo um chacoalhão: “agora é comigo!”.

Não são todos que conseguem sustentar esse título do “agora é comigo”, para alguns a dependência total continua sendo o caminho, outros alcançam a indepêndencia parcial e quando essa consciência chega, normalmente ocorre a percepção de que se você não encher a forminha, não vai ter gelo; o entendimento de que se você não providenciar alimentos, o almoço não sai. E falando em almoço, o título do texto menciona a nutrição, não aquela proveniente de frutas, verduras, proteínas e legumes, mas da nutrição que se origina em um campo muito particular, o emocional, o subjetivo, o introspectivo. Estar saudável não se trata apenas de estar no peso adequado, ou não ter nenhum diagnóstico biológico. Ser saudável está relacionado a formas de se portar diante das grandes áreas da vida: aspectos fisícos, emocionais, sociais, familiares e profissionais. E não é segredo para ninguém que os desafios relacionados a obrigatoriedade de bem estar nunca foram tão grandes. Isso porque somos uma geração que tem acesso a muita informação, somos bombardeados de notícias, publicidade, sugestões, conversas, convites. Estamos sem tempo, estamos ocupados, produtivos demais em busca do sucesso, somos criativos, rápidos, mas estamos cansados e nunca houve tanto consumo de antidepressivos e remédios para induzir o sono. O que estamos consumindo para que nossa nutrição emocional esteja sendo contabilizada com altos níveis de estresse, depressão, burnout e outras desordens mentais?

O convite de hoje é para que você pense sobre o que te nutre e sobre o que te desgasta, seja ponderado ao avaliar. Não caia na armadilha das respostas prontas, pense sem julgamento, deixe a resposta vir límpida e perceba a essência que chega. Talvez você se surpreenda com as escolhas que tem feito. Desejamos que a surpresa seja positiva, mas caso não seja, estamos aqui para te ajudar nessa busca.

Desejamos que esse texto te ajude a nutrir seus melhores conteúdos! 😊

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