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  • Fernanda Braga

Os Medos que Sentimos

O medo é uma emoção bastante ampla e na maioria das vezes é algo que não gostamos de sentir, pois normalmente vem acompanhado de desconforto, porém se olharmos bem de pertinho, poderemos entender que existem funções muito poderosas nessa sensação de inquietação. E se eu te disser que medo é proteção? Sim, o medo é um mecanismo que nos faz avaliar as situações que colocam em risco nossa sobrevivência, dessa forma, podemos dizer que uma de suas funções é nos preservar.

Quando sentimos medo, involuntariamente o cérebro é ativado e libera substâncias informando ao corpo que ele deve reagir, por isso, quando ocorre algo que te provoca temor, você poderá sentir reações como palpitações, suor, respiração mais curta, pupilas aumentadas, dentre outras. Portanto, é importante ter ciência e consciência de que o medo é um fator de auxílio em muitas situações. O homem das cavernas por exemplo, tinha confrontos diários com a natureza, e se ele não tivesse medo, não encontraria formas de proteção e possivelmente nossa espécie estaria extinta, arrisco portanto dizer que medo é vida! rs...

Nos moldes atuais, muitos medos foram transformados, não precisamos nos preocupar em caçar e sobreviver à caça para trazer alimento para casa, essa preocupação foi substituída por exemplo em manter-se no emprego e garantir subsistência. Não nos defrontamos mais com um leão em nosso habitat, mas há bactérias, vírus, doenças e tantas outras aflições que tiram nosso sossego. Há tantas formas de sentir essa emoção e assim como na história da humanidade, o nosso medo pessoal também passa por várias fases. Pense nas crianças, se você perguntar do que ela tem medo pode receber uma variedade de respostas, lembro que meu filho tinha um intenso medo de ver a cortina esvoaçando, eu até pouco tempo tinha um medo terrível de palhaços e lembro de minha avó dizer que ela sentia um medo danado da solidão, sendo assim, acredito que podemos afirmar três grandes questões relacionadas a esse tema:

§ O medo é algo muito particular – não há como definir se a emoção é simples ou complexa, pois a experiência é singular. Portanto, não subjulgue o sentimento, nem o seu e nem do outro. Ao invés de recrimir, compreenda!

§ O medo nunca deve ser desconsiderado, seja ele esboçado por crianças, por adultos ou por idosos. Por isso, quando apresentar algum tipo de sensação que evoque o temor ou alguém te relate esse desconforto, seja compreensivo e busque o entendimento. Ao invés de julgar, acolha!

§ O medo sempre fará parte da nossa existência, de uma forma ou de outra os temores fazem parte do nosso percurso, sobretudo por não conseguirmos prever todos os próximos passos. Sendo assim, busque pela sua preservação mas não seja refém dela. Prefira o caminho da flexibilidade, tenha coragem e paciência!


Somos parte de uma geração que sente muita ansiedade, possivelmente o excesso de informação, a necessidade de controle e o desejo de imediatismo são fatores que ajudam a propagar o estado ansioso. Pensando em ambiente de trabalho não é diferente, diversas nuances de preocupações e porque não dizer medos, podem surgir e se instalar, sendo reais ou imaginários, causam uma série de problemas que poderiam ser minimizados se houvesse um olhar integral voltado para flexibilização, assim como canais de comunicação bem estabelecidos dentro do contexto organizacional. Se você faz parte da equipe de gestão que pode colaborar com a implementação desses conceitos, considere a possibilidade de focar em gerenciamento de relações, isso nunca foi tão importante para garantir conexões saudáveis, aprimorar resultados e manter um bom clima. As questões emocionais, estão ganhando importância dentro do setting profissional e saber como conduzir as diversas particularidades é essencial para organizar uma equipe estruturada e bem sucedida.

Esse texto tem a pretensão de indicar que independente do cargo, função ou hierarquia, pessoas são governadas por razão e emoção e, dentro da empresa, com diversos funcionários, cada um com sua singularidade tem sua importância, as diferenças se completam. E se conseguíssemos reter pessoas não apenas pelo seus talentos técnicos, mas também por suas habilidades emocionais? Pense nisso!

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